GUERRA DAS VACINAS:  TEM-SE QUE FAZER VALER. E

DEPOIS?

REVOLTA_DA_VACINA_T (1).jpg

Nosso organismo físico, desde o nascimento já pode apresentar algumas defesas inespecíficas que dão proteção e nos mantém saudáveis dentro de certos limites. É a chamada imunidade inata ou natural.  Este fato está embasado nas barreiras físicas e mecânicas como a pele, em especial, a lágrima, a secreção nasal entre outras que dificultam a implantação dos agentes infecciosos. Outra importante defesa é a fisiológica representada pela temperatura do corpo humano, já que existem germes que necessitam valores rígidos para sua multiplicação (germes psicrófilos, mesófilos e termófilos). (No entanto, outros grupos de agentes infecciosos crescem, como os termófilos, até pouco mais de 100 graus Celsius) ou valores de frio. Cuidados especiais com a acidez estomacal que é outro forte fator no combate aos patógenos (Não utilize antiácidos indiscriminadamente). Já aqui começam as forças oponentes aos germes pela ação de substâncias químicas como o interferon, a lisozima e o sistema complemento. Importante ainda, nas defesas naturais, são as diversas células que fagocitam (comem) partículas estranhas e os germes bacterianos e virais que adentram nosso organismo. As células natural killer e os neutrófilos e monócitos além dos macrófagos que “engolem” esses agentes promovendo a limpeza do nosso interior evitando, assim, muitas vezes, que adoeçamos. Se você já teve uma pequena inflamação saibam que essa é uma das barreiras que nosso organismo opõe, aos agentes invasores, como defesa. Mas esta manifestação caracterizada pela dor, rubor, calos e edema pode dificultar o uso da parte afetada.  Caso a inflamação não regrida pode levar à infecção no local. Na fase fetal, “o sistema imune materno não ataca o feto, apesar da expressão de antígenos paternos (substâncias estranhas ao organismo materno, como exemplo, o tipo sanguíneo e o fator Rh). Os mecanismos materno-fetais  não agridem nem expulsam o feto e ocorre, sim, a tolerância, diferente da rejeição nos transplantes de órgãos (toda substância não reconhecida desde a vida fetal pela imunologia do ser em formação como constituinte próprio é denominado antígeno ou imunógeno) incluindo os componentes de um órgão estranho, venenos, componentes virais e bacterianos. E, nesse ponto da proteção orgânica entra em ação um tipo de defesa denominada “humoral” quando a presença do imunógeno age produzindo uma resposta específica que são os anticorpos São cinco os tipos de anticorpos: IgG, IgM, IgA, IgD e IgE). O organismo materno pode ceder, via transplacentária, alguma proteção na forma de anticorpos formados no caso de doenças infecciosas que a gestante já teve. Como só atravessam a placenta os anticorpos do tipo IgM (infecção recente), ou do tipo IgG cuja presença identifica uma fase mais adiantada de possível infecção fetal ou  representar proteção cedida pela mãe (esta resposta é uma valiosa forma de avaliar se o feto adquiriu, por exemplo, sífilis congênita recente (IgM ou recebeu anticorpos protetores ou ainda infecção mais avançada , IgG) (Esta era uma perguntinha de prova). Outros tipos de anticorpos ou imunógenos representam diferentes respostas imunes. O sistema imune é constituído por um conjunto  de células, órgãos e substâncias químicas que, durante a vida fetal, que aprendeu a reconhecer como próprio diferenciando do não próprio  (self/noself) e a tolerar, sem resposta imune, seus constituintes somáticos. As vacinas representam a apresentação do antígeno/imunógeno bacteriano,  viral, venenos e substâncias  várias capazes de provocar uma resposta imune mas não causar a doença, isto é, são imunogênicos mas não mais patogênicos. Quando são necessárias doses de reforço é para que a resposta ao agente agressor seja mais intensa (a cada nova exposição ao mesmo imunógeno a resposta é mais precoce e mais intensa). Essa responsividade aos agentes etiológicos perdura para cada doença por tempo que vais de cinco a dez anos. É como se o agressor batesse à porta orgânica “toc, toc, toc”. Vem a resposta: “estou vacinado”. Puf... o agressor cai e ou permanece por tempo variado como bactérias no meio  ou morre por seu parasitismo intra celular obrigatório, no caso dos vírus. A vacinação não acaba com as doenças infecciosas, mas diminui a circulação do agente infeccioso impedindo ou diminuindo  a incidência do mesmo.

images.jpgO trabalho do cientista brasileiro, Dr. Oswaldo Gonçalves Cruz, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro, pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil, criou um século de realizações na prevenção das moléstias infecciosas. A falta de estímulos imunogênicos vacinais sucessivos no decorrer da vida adulta e da vida idosa, diminui a produção de anticorpos protetores. O que dizer de quem foi imunizado há mais de 30/50 anos contra o sarampo e outas enfermidades infecciosas? Revisão da validade vacinal urgente. Será que uma dose tríplice há mais de 30 anos ainda vale?