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Charutinho de Folha de Uva: Alimento ou Medicamento

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Uma história sem final feliz

UMA HISTÓRIA MAL CONTADA QUE AINDA NÃO TEVE FINAL FELIZ

Durante a primeira semana de março assistimos, na TV, uma reportagem sobre a contaminação alimentar de 5 membros de uma mesma família.  O patógeno, o causador da doença de Chagas, um protozoário. Por longos anos, essa enfermidade foi transmitida por um triatomídeo, o barbeiro, que, contaminado pelo Trypanosoma cruzi, infectava pessoa sãs. O ciclo se repetia quando um barbeiro são picava um chagásico; ocorre assim: o barbeiro alimenta-se de sangue  e, ao picar um indivíduo doente,  se contamina. Os parasitas se reproduzem no seu intestino do inseto. Em uma nova ingestão de sangue, para ingerir maior volume  de alimento, o bicho  barbeiro defeca na pele da pessoa (a simples coceira ocasionada pela picada permite a entrada do parasita). O Trypanosoma cruzi invade a circulação sanguínea e, na fase assintomática da moléstia de Chagas, os parasitas  se concentram nas fibras musculares. Com uma picada que qualquer barbeiro faça nesse  indivíduo infectado, inicia-se um novo ciclo. Doença de Chagas ou  mal de Chagas , assim denominada a moléstia, é uma homenagem ao descobridor - Carlos Ribeiro Justiniano Chagas.  Pesquisador e com grande poder de observação, foi seguindo dados referentes  às informações  que lhe prestavam os moradores da região, desde o vetor (seus hábitos, forma de alimentação, desenvolvimento no interior do inseto),  forma de transmissão e doença no homem.  Ainda estudante do curso médico, o acadêmico  Chagas ingressou no Instituto Soroterápico de Manguinhos que viria a ser o Instituto   Oswaldo Cruz. Tinha por objetivo  adquirir conhecimentos na área de medicina experimental. A malária (impaludismo) causava sérios problemas de saúde. Seu doutorado apresentou importante estudo sobre o quadro hematológico do Plasmódio,   o que lhe valeu a admiração e respeito  do orientador,  Dr. Oswaldo Cruz. Seu primeiro grande trabalho em saneamento foi realizado nas obras da construção do porto de Santos.  O êxito na empreitada valeu-lhe a indicação para erradicação da mesma doença em  Lassance, no norte do estado de  Minas Gerais. A malária ali dificultava a construção da estrada de Ferro Central do Brasil e o índice de óbitos era alto. Foi nesse contexto que o chefe dos engenheiros apresentou-lhe um inseto hematófago (alimentava-se de sangue) que tinha hábitos noturnos (alimentava-se à noite).  O seu ideal de pesquisador levou-o a recolher  exemplares do “barbeiro” , como o inseto era conhecido pela população,  e, em um laboratório precário instalado em  rústico vagão de trem, iniciou as pesquisas começando pelo  tubo digestivo dos insetos. Nesse conteúdo encontrou um protozoário (o Trypanosoma ) e, enviou alguns insetos infectados para o Instituto Manguinhos onde, pela perspicácia dos pesquisadores, o ciclo de transmissão foi  evidenciado em  saguis que adoeceram.  Em 1909, Chagas detectou o primeiro caso humano comprovado da parasitose: (Berenice, de 2 anos de idade) febre alta, hepatoesplenomegalia e edema duro no rosto. No sangue da criança, o Trypanosoma cruzi. Chagas  foi reconhecido em todo o mundo científico mas, no Brasil, surgiram perseguições, ciúme, inveja  e maledicência sendo acusado de forjar a presença do parasita no inseto. Por quatro vezes (extraoficial) e, confirmadamente, por duas citações oficiais, foi indicado para o “Prêmio Nobel”. Não o recebeu pelas denúncias falsas  de seus opositores. Há, porem,  um movimento que busca assinaturas (um milhão) para que Carlos Chagas receba o “Nobel” pós-morte. Importante lembrar que as moradias daquela época, na zona rural, eram mal construídas   de barro, pau-a-pique e cobertas de palhas facilitando os esconderijos dos barbeiros que, à noite, procuravam suas vítimas. O apelido do inseto é devido ao hábito de picar, preferentemente, ou porque era a área corpórea descoberta, a região da face ou da barba masculina.Trypanosoma cruzi é transmitido no ato de alimentação do vetor (transmissão vetorial clássica). Durante a alimentação,  barbeiro defeca, eliminando os protozoários e colocando-os em contato com a perfuração da picada e a pele da vítima. A transmissão pode ser ainda por transfusão de sangue ou durante a gravidez, da mãe contaminada para o filho. Pode também ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados. As novas moradias dos projetos de casas populares trouxeram avanços na erradicação da formação de nichos do barbeiro nos domicílios e, esta forma de transmissão diminuiu consideravelmente.  O controle do sangue destinado às transfusões (exames rígidos), o tratamento materno, têm diminuído a incidência da enfermidade de Chagas. Mas, eis que a ingestão do parasita ou de fezes do mesmo, veiculado junto com alimentos e por via oral, é bombástico. E , repetitivamente, tem ocorrido com dois tipos de alimentos: os derivados da cana-de- açúcar (garapa) e dos sucos e uso do açaí ao natural. Neste caso (via digestiva de invasão do parasita) não há o edema de penetração (chagoma de inoculação) nem o sinal de Romanã patognomônico da inoculação do agente parasitário. No exposto, algumas marcas importantes do ciclo da transmissão da doença de 

Chagas.

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                                        AÇAÌ

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O açaí contém alto teor de proteínas, gordura vegetal, vitaminas B1, C e E.  Dos minerais, o ferro, fósforo, cálcio e potássio além de  fibras e alto teor de antocianinas (antioxidantes). “É excelente energético, beneficia o trânsito intestinal, pelas de fibras”. Apresenta, ainda em sua composição,  ácido oleico, palmíticos, palmitoléicos e cianídrico, lignina, niacina, proteínas, magnésio, ferrocobrezinco, fósforovitamina B1, α-Tocoferol (vitamina E), vitamina C. A parte utilizada são os  frutos (geralmente em polpa após processado) e sua principal ação farmacológica é exercida pelas antocianinas que é antioxidante e anti-inflamatório. Age ainda como tônico natural vasodilatador, fonte de ferro e outros íons, fortalece ao sistema imunológico, previne a aterosclerose, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas, artrite e obesidade. O que não se deve esquecer é que o processo de apresentação do açaí ao natural pode veicular contaminação fecal de barbeiros ou fezes do mesmo inseto. É questão de higiene e processamentos adequados dos frutos.

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