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Charutinho de Folha de Uva: Alimento ou Medicamento

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Uma história sem final feliz

CHARUTINHO DE FOLHA DE UVA: ALIMENTO OU MEDICAMENTO

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Enquanto preparávamos as folhas de videira no intuito de enrolarmos charutinhos para o almoço do domingo, fomos nos envolvendo com os aspectos bioquímicos e farmacológicos da matéria prima vegetal. Ao macetarmos as nervuras mais espessas, um odor agradável e bem característico nos induziu ao raciocínio científico da boa alimentação. Conhecer o passado (mas não viver exclusivamente nele) pode fazer-nos entender como mesmo sem os modernos processos e procedimentos médicos fizeram a humanidade avançar. Já se encontravam vestígios da ingestão de folhas de videira (da uva como se diz) desde datas pré-históricas. O cultivo do vegetal parece já ter 7.000 anos e teve início na Ásia. Muitos relatos antigos citam o vegetal (as folhas) e mesmo pinturas de povos antigos registram sua trajetória. Foi logo após o descobrimento que a planta foi introduzida no Brasil. Interessante que o primeiro uso foi como colutório, em 1652. E, no início do século XX (1927)  o seu uso foi recomendado para combater a febre, a dispepsia, doenças inflamatórias hemorroidais, afecções renais e hepáticas e câncer. Da planta são utilizadas as folhas e os frutos. Suas propriedades  colagoga, estimulante dos centros nervosos,  anti-inflamatórias, tonificantes, reguladora e estimulante das glândulas secretoras, descongestionantes e fortalecedora da circulação trazem uma nova visão da planta. A uva é o fruto  da videira (Vitis sp.), da família das Vitaceae.  O consumo da uva ao natural ou o suco, vinho e passas são as formas mais comuns, mas, a folha, embora a típica utilização de comidas ditas árabes, turcas, libanesas ou do Oriente, já está inserida no cotidiano brasileiro. Das espécies mais comuns, a Vitis vinífera é a mais comum na fabricação do vinho. Outras espécies cultivadas para a fabricação do vinho e sucos são a Vitis labrusca, a Vitis rotundifolia e a  Vitis aestivalis. Em relação aos componentes que as tornam tão especiais, suas folhas contêm taninos, antocianos e flavonoides; estes compostos químicos  são responsáveis  pelos efeitos adstringentes e hemostáticos. As antocianinas são glicosídeos  poli-hidroxilados e polimetoxilados;  são pigmentos hidrossolúveis, responsáveis pela cor vermelha de flores, frutos e plantas variando do alaranjado ao roxo.  São encontradas em no açaí, maçã, acerola, ameixa, amora, cereja, figo, framboesa, uva e no morango. Nos vegetais, as principais fontes são o repolho-roxo, batata-roxa e a berinjela. Os compostos fenólicos são componentes importantes nos vinhos; eles são responsáveis   pelas características como a cor, o sabor, a adstringência e  a dureza do vinho. E  são importantes por sua ação bactericida, e para o envelhecimento do vinho. A uva contem flavonoides de ação antioxidante por sequestrarem os radicais livres que lesam o organismo e respondem pelo envelhecimento celular além de quelar os íons metálicos. Dentre os flavonoides, a quercetina desponta pelas propriedades farmacológicas: é antiviral (quase uma prevenção das doenças virais pois interfere na infectividade dos indivíduos e na replicação de diversos grupos virais), age contra o câncer (ação antimutagênica e antiproliferação das células tumorais), é de ação anti-inflamatória,  antialérgica (anti-histamínica) e fortalece o sistema imunológicos em suas reações protetoras para o organismo e cardiovascular. Testes realizados “in vitro” mostraram ação bacteriológica  sobre vários patógenos e inibição do crescimento do Helycobacter pylori, causador da  úlcera gástrica. Tem sido evidenciada a ação antifúngica , em especial sobre o agente causador da candidíase. Sabe-se que alguns alimentos têm altos teores de quercetina e entre eles, o brócolis, a maçã, a cebola e o vinho tinto. Os flavonoides, em especial a quercetina, são indicados  para distúrbios do organismo desde quadros anêmicos, hepáticos,  de artrite, hipertensão, estresse, hemorroidais, age como tônico circulatório. Por seus  princípios ativos como os taninos, flavonoides, venotônicos, taninos, quercetina, resveratrol e antocianidios, ricos em vitamina P (Rutina), e  estes compostos têm propriedades sobre a melhoria da circulação venosa (das pernas) diminuindo a sensação de pernas pesadas. As folhas da uva rosada são adstringentes e anti-inflamatórias enquanto as folhas e uvas vermelhas são usadas no tratamento das varizes, das vias hemorroidais e da fragilidade capilar. O uso medicamentoso pode ser por compressas (alívio da cefaleia e inflamações). Já o chá de folhas de uva tem seu uso preconizado para a circulação, edema  e cansaço das pernas.. Na forma de bochechos é utilizado nos casos de gengivite, estomatite, hemorragias gengivais e aftas. Por suas propriedades nutricionais (possui vitamina C, E, A, K e B6, antioxidantes, potássio, cálcio, magnésio, fibras e minerais) é um excelente alimento. As folhas da videira também possuem  a maioria dos nutrientes da uva r de seus efeitos sobre o organismo do homem. Interessante assinalar que esse valor nutricional e farmacológico ocorreu pelo fato dos vinicultores franceses não apresentarem problemas de varizes mesmo trabalhando horas a fio em pé nas plantações. O potencial terapêutico destas folhas veio à tona depois que cientistas investigaram o motivo dos vinicultores franceses raramente sofrerem de varizes, mesmo trabalhando horas em pé. O motivo: eles usavam chás e emplastros à base da planta.

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BOM APETITE – AHLAN-WA-SAHLAN (BENVINDO);  AS-SALAAM-ALAYKUM (A PAZ ESTEJA CONTIGO);  ALEIKUM ESSALAM – (ESTEJA A PAZ DE DEUS COM VOCÊ TAMBÉM).

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